O trabalho social de Débora Falabella com a personagem Júlia

Débora sente orgulho por contracenar 
com Marília Pera, que faz sua mãe na 
novela
Foto: FABRÍCIO MOTA / REDE GLOBO

Poucas atrizes conseguem transitar com tamanha desenvoltura pela TV, cinema e teatro como Débora Falabella. E impressiona também como ela se sai bem em qualquer gênero. Atualmente, nos brinda com atuações dramáticas como a Júlia, de Duas Caras, mas Débora também já fez rir no filme Lisbela e o Prisioneiro (2003) e deixou os nervos do público à flor da pele com as crises da drogada Mel, de O Clone (2001). A explicação para essa versatilidade é simples: talento. “É ótimo navegar por todos os gêneros, mas gosto mesmo é de um drama. Adoro quando tudo dá errado na história, rolam tristezas, conflitos… (risos)”, conta a mineira de 29 anos. No batepapo abaixo, a estrela fala como consegue manter seu casamento com o músico Eduardo Hipolitho, o Chuck, longe das fofocas do universo das celebridades. Confira!

Você vem cumprindo um trabalho social com suas personagens: falou das drogas em O Clone, do amor entre pessoas de classes sociais diferentes em Senhora do Destino (2004) e agora enfrenta o racismo em Duas Caras. Isso influi na hora de aceitar um papel?
Não sei… Acho que escolho meio que intuitivamente. Cada personagem tem sua força e relevância. Mas é importante ter a chance de abordar questões fundamentais para a sociedade e fazer com que esses assuntos sejam levados para o país inteiro. Foi assim com o problema das drogas em O Clone e agora acontece o mesmo com o preconceito racial.

Seu núcleo em Duas Caras é bárbaro. Como é atuar com atores como Lázaro Ramos, Stenio Garcia, Marília Pêra, Susana Vieira, Antonio Fagundes…?
É maravilhoso! As gravações que eu fazia com a família da Júlia eram sempre incríveis. Contracenar com Marília Pêra, então, nossa!… ela é muito engraçada… É ótimo transitar entre comédia e drama numa novela. Mais difícil é fazer rir… Nunca interpretei uma personagem hilariante. Fiz Lisbela e o Prisioneiro, mas ainda quero um papel em que o humor esteja totalmente nele…

Marília Pêra, então, está sendo uma ótima escola para isso, não é?
Estou apaixonada por ela. Não a conhecia. Mesmo tendo feito a Sara nova (na minissérie JK, de 2006, Marília interpretou a perso- nagem na maturidade), conversamos pouco. Mas, logo na primeira gravação, já fiquei babando. E babo até hoje (risos). É demais trabalhar com atores bacanas, principalmente, quando a pessoa é muito bacana também.

E como está sendo repetir a parceria com o ator e diretor Wolf Maya?
Uma delícia. É sempre boa a segunda vez em que você trabalha com um diretor. Mas o curioso é que, em Senhora do Destino, ele era meu pai na história, eu adorava contracenar com ele, mas Wolf não me dirigia. Agora, em Duas Caras, é que ele está me dirigindo.

Costuma assistir aos trabalhos que faz? Deve ser gostoso acompanhar sua evolução como atriz…
Hoje, já me assisto bem, fico confortável. Dá uma certa angústia, às vezes, mas já não sofro. No início de carreira era mais complicado (risos).

Que papel você considera ter sido um divisor de águas em sua carreira?
São sempre os últimos… Estou muito empolgada com a Júlia. Criar uma personagem que poderia ser fácil, natural demais, e tentar fazer com que ela tenha algo a mais é sempre delicioso. A Luísa, de Primo Basílio (2007), também foi superforte de fazer. Difícil… Foi a personagem mais adulta que já fiz.

Como consegue manter seu casamento longe dos holofotes?
Não sei, não penso muito nisso… eu simplesmente levo a minha vida. Convivência não tem segredo, mas acho que é porque a gente não se expõe. Uma das piores coisas que prejudicam um relacionamento é você se exibir demais com seu parceiro. Até porque meu marido não tem nada a ver com meu mundo, o universo dele é a música. Então, ele tem que ser poupado dessa loucura toda.


 

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