Paolla Oliveira: “Eu quero que o público torça por Paloma”

A estrela, que vive a protagonista de Amor à Vida, promete parar o país com sua personagem sofrida, sim, porém muito guerreira

Paolla Oliveira

Foto:Divulgação/TV Globo
 

Se no passado protagonizar mocinhas era o sonho de toda atriz, hoje isso virou sinônimo de desafio. Afinal, nem sempre é fácil fazer o público criar cumplicidade com mulheres como Paloma, de Amor à Vida, por exemplo, uma mocinha clássica, cuja vida é um sofrimento só! Mas sua intérprete, Paolla Oliveira, a defende com todas as forças: “A Paloma não é chata! Ela tem vida! Foi capaz de largar tudo para fugir com um amor bandido e agora vai mostrar o quanto é lutadora ao disputar o amor da filha”, acredita. A estrela está em sua oitava novela e já interpretou protagonistas boazinhas – com muito orgulho – em O Profeta (2006) e Insensato Coração (2011), por exemplo. Hoje, num relacionamento estável, que já dura três anos, com o ator Joaquim Lopes, a bela, no entanto, assume que é bem diferente de Paloma no quesito loucuras amorosas. “Sou mais pé no chão, pensaria duas vezes antes de abandonar tudo”, diz. Confira.

Mais uma mocinha em sua carreira!
Mais uma, mas daquelas brabas. Paloma é valente, guerreira. Nos primeiros capítulos ela já definiu sua personalidade ousada. Estou amando minha mocinha.

Hoje, viver mocinhas é quase um desafio, não?
A começar por ter de trabalhar de domingo a domingo (risos). Mas são muitos os desafios, sim. A atriz hoje precisa ter capacidade de se renovar no papel de mocinha, de manter o frescor e fazer tudo com verdade. Com Amor à Vida, rola um desafio todo o dia.

Acha que conseguirá fazer o público torcer por sua personagem?
Acho que sim, até porque a maioria dos personagens do Walcyr Carrasco não tem um lado só. Eles são bons e maus. Eu quero que o público torça por Paloma, afinal é esse o desejo de todo ator. Amanhã, se eu fizer uma vilã, vou querer que torçam por ela também (risos).

Tem saudades de fazer personagens malvadas?
Sempre temos vontade de fazer coisas diferentes. O público tem gostado mais dos vilões porque eles fazem coisas que a gente não faria. O personagem foge às regras, é gostoso de ver. Mas estou apaixonada por minha mocinha porque ela tem personalidade.

Como foi gravar no Peru?
Delicioso. Foi a primeira vez que viajei para um lugar tão distante. Meus colegas sofreram um pouco com a altitude, mas eu não. Para minha personagem, essa viagem era fundamental. Ela vai seguir pela vida, buscando essa mesma liberdade que experimentou no Peru. Ali, ela viveu o primeiro grande amor.

O fato de você ser formada em fisioterapia ajudou na composição de sua personagem, que é médica?
Sem dúvida, porque o profissional de fisioterapia é muito humano e sensível. Mas, ainda assim, conversei com pediatras, fui a hospitais e estou tendo a ajuda da Dra. Vanessa Soares, que é pediatra. Fui a uma maternidade com ela e a outros hospitais. Precisava desse laboratório principalmente para essa fase em que a Paulinha (Klara Castanho) vai tratar da doença autoimune da filha, que terá lúpus.

Paolla Oliveira: "Eu quero que o público torça por Paloma"

Paolla Oliveira ao lado de Klara Castanho e Mateus Solano

Foto:Divulgação/TV Globo
 

Faz ideia do motivo pelo qual Pilar (Susana Vieira) rejeita a filha?
Sinceramente, nem eu nem Susana sabemos por que a relação entre as duas é tão difícil. Mas tem alguma coisa errada ali, é claro! A Paloma também será rejeitada como mãe.

Como encara essa situação? É muito difícil, doloroso demais, não é?
Assisti ao filme Nas Profundezas do Mar Sem Fim (1999, dirigido por Ulu Grosbard e protagonizado por Michelle Pfeiffer), e ele conta a história de uma mãe que recupera o filho sequestrado dez anos antes e é rejeitada pelo garoto. Tenho certeza que muita gente vai se sensibilizar demais com a trama da Paloma com a Paulinha, principalmente quem já vivenciou isso. Essas histórias existem e a toda hora tomamos conhecimento delas.

Faz planos para ser mãe?
Faço, sim, mas não agora. Mais tarde.

Você falou em liberdade. Tem a liberdade que gostaria?
Eu só queria poder fazer algumas coisas, como ir à praia com toda tranquilidade. Nada de mais. Mas a falta de liberdade é suprida por outras coisas boas. Cresci, amadureci, conquistei muitas coisas, não só materiais. Tenho uma relação sólida. Sou feliz!