Pensamentos sobre ‘Game of Thrones’: 6ª temporada, Episódio 3

Volta a ser incrível, Daenerys?

Apesar do episódio morno, “Game of Thrones” não quis saber de enrolação e já começou mostrando o que o povo queria ver: a ressurreição do Jon Snow. E, olha, o rapaz voltou do mesmo jeito que morreu: sem saber de nada. Além disso, tivemos o importante flashback da Torre da Alegria para botar mais fogo na teoria do “R + L = J”. Vamos aos principais acontecimentos da noite de domingo.

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Castle Black I

Sim, Jonzinho Floco-de-Neve voltou para o mundo dos vivos e, para falar a verdade, tudo aconteceu muito rápido. A única coisa que demorou mesmo foi para Sor Davos perceber que o garoto precisava de uma manta – não que não tenhamos gostado de vê-lo como veio ao mundo, mas, porque, bem, vocês sabem, né, o inverno chegou. E, além do público, Melisandre foi outra que vibrou de felicidade, tinha algo no olhar dela de “sou muito f*da, ressuscitei uma pessoa”, mas mais do que isso, e o roteiro deixou essa pista: a Dama de Vermelho deixou claro que achou que Stannis era o *escolhido* do Deus da Luz, mas agora sabia que não. Seria Jon Snow o novo protégé dela? Aposto barras de ouro – que valem mais do que dinheiro – de que sim.

Torre da Alegria

Muito mais interessante do que a jornada de Bran como warg são os suculentos flashbacks que ele tem nos proporcionado. Sim, a série está disposta mesmo a dar mais força à famosa teoria R + L= J, na qual Jon Snow seria filho de Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen, e trouxe de presente aos fãs dos livros a batalha na Torre da Alegria. A melhor parte? Mostrar que todos temos medos e fraquezas e que, eventualmente, os fins justificam alguns meios, não é, Ned Stark?! Mas, claro, nada em “Game of Thrones” é fácil e quando estávamos prestes a descobrir mais a fundo sobre o passado, o “Corvo de Três Olhos”, sempre ele, acabou com a festa. Parafraseando a reclamação de Bran na semana passada, por que quando acontece algo que nos importamos, somos puxados de volta à realidade?

A volta de Sam

Felizmente tivemos mais uma semana sem “As Serpentes de Areia”, porém, infelizmente, tivemos Sam. E Sam foi exatamente o que esperamos dele: um chato. Sério, espero, sinceramente, que os produtores tenham grandes planos para o personagem e que ele faça parte de algo muito maior [momento desabafo] porque em SEIS temporadas ele nunca fez nada, além de cuidar da Gilly e atrapalhar a vida do Jon Snow [/momentodesabafo].

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Daenerys em apuros

Daenerys Targaryen, Filha da Tormenta, a Não Queimada, Mãe de Dragões, Rainha de Mereen, Rainha dos Ândalos e dos Primeiros Homens era, na primeira temporada (aquela que tinham tantos personagens fantásticos), a melhor coisa de “Game of Thrones”. O público se comoveu com a jornada dela, odiou Viserys, seu irmão do mal, apoiou a história de amor dela com Khal Drogo e, principalmente, torceu por uma volta por cima – o que (ainda bem) aconteceu no último episódio. Mas depois de um arco tão bem planejado e executado, a história de Khaleesi, simplesmente, desandou e nunca mais foi empolgante daquela forma. Em outras palavras, a garota vive das glórias do passado e o telespectador só se importa com ela pela memória afetiva lá do primeiro ano do show. Todo esse textão foi só para dizer que estão tentando fazer a gente engolir todo esse arco narrativo dela NOVAMENTE prisioneira dos dothraki e, claro, vai ser interessante descobrir como ela vai se safar dessa – porque ela vai renascer das cinzas de novo, não tenham dúvidas -, mas ainda estamos esperando o fator UAU na vida da “cabelos de prata”. Volta a ser badass, Dany? #nuncatepedinada

Braavos

E da série “personagens fantásticos, mas com histórias não tão interessantes, temos a jovem Arya-Daredevil e sua jornada na “Terra dos Homens Sem Rosto”. Ok, mas sejamos justos: finalmente aconteceu algum desenvolvimento de sua trama e, ao menos, ela agora enxerga, além de lutar no escuro melhor do que qualquer um de nós. Nos próximos episódios saberemos se ela, realmente, virou ninguém e deixou para trás seu passado Stark e a listinha da vingança ou está tão deliciosamente ardilosa que conseguiu enganar até Jaqen H’ghar. Torcendo pela última opção.

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Castle Black II

Nosso compromisso sempre foi com Jon Snow. É por ele que torcemos e por ele vibramos quando Melisandre o trouxe de volta à vida. Por isso, foi com alegria que recebemos a morte dos traidores pela mão dele. E tudo bem. O que não podemos deixar passar é que Ser Alliser Thorne não era uma má pessoa. Diferente do telespectador da série que tem um compromisso com Jonzinho Floco-de-Neve, Thorne tinha um compromisso com a “Patrulha da Noite” e todos os seus atos, por piores que tenham sido, foram orientados para a proteção da muralha. Ele é aquele velho no trabalho que torce o nariz quando chega um sangue novo a fim de mudar a ordem ~natural~ das coisas e, por mais que esse jovem faça coisas incríveis e notáveis (enganar a morte, por exemplo), ele nunca vai se impressionar. Aos seus olhos, Jon Snow seria para sempre um bastardo. Por sua teimosia, Thorne foi enforcado, mas jamais poderá ser acusado de não ter sido fiel aos seus princípios. E qual a lição que podemos tirar disso para o dia a dia, amiguinhos? Poder de adaptação é tudo e, às vezes, vale mais do que “ser você mesmo”! Agora, odiar Olly e vibrar por sua morte é completamente liberado porque não tem coisa pior do que traidor. E, assim, chegamos ao fim do episódio com o já tradicional *BOOM* semanal! Desta vez, Jon Snow jogou o microfone e “se demitiu” do cargo de Lorde Comandante, afinal, o juramento dele só valia até sua morte. Quer dizer…

ALGUNS PENSAMENTOS RÁPIDOS

– Qual parte de Rickon Stark será decepada primeiro por Ramsay? Voto na mão esquerda.

– E, quem diria, os passarinhos de Lorde Varys eram crianças!

– Aliás, foi uma delícia assistir Varys em ação! Ele só quer fazer as pessoas felizes…

–  E o prêmio de melhor pior conversa de Uber Pool vai para Tyrion tentando arrancar alguma coisa de Grey Worm e Missandei. Habilidades sociais? Não vemos por aqui.

– Tommen, o que dizer de você? Morra logo, PFVR!

– Jon Snow está cada vez mais perto de ser realmente Azor Ahai, o lendário guerreiro. #dedoscruzados