Rachel Maia, CEO da Pandora, dá dicas de como ser uma líder

O sucesso de Rachel é resultado de um caminho norteado por muito conhecimento e humildade.

Aos 46 anos, a paulistana Rachel Maia tem um alto conhecimento técnico – é formada em ciências contábeis e acumula inúmeros cursos de línguas e de atualização na área – e uma bagagem profissional construída em empresas de atuações diversas, que vão da farmacêutica Novartis às joalherias Tiffany & Co. e Pandora. Mas sabe que um bom estilo de gestão se constrói também com certa dose de humanidade. “Sou CEO, mas não preciso saber de tudo. Gosto de pedir ajuda a quem trabalha comigo.”

Invista em capacitação

“Sou uma pessoa comum, dessas que têm preguiça e são desorganizadas. Mas o que me diferencia é que nunca parei de estudar, nem depois que cheguei à liderança. Quando recebia algum dinheiro de rescisão de contrato, logo investia em cursos no exterior. Fiz um de línguas, em Vancouver, no Canadá, um de finanças, em Harvard, nos Estados Unidos, e hoje faço um de especialização internacional para CEOs na Faculdade Getúlio Vargas, em São Paulo.”

Não se encastele

“Detesto o estereótipo de presidente ou CEO solitários. Me interesso genuinamente pela vida dos funcionários e divido com eles minhas metas (como emagrecer, por exemplo) e misérias. Crio a liberdade para que eles também venham a mim compartilhar suas fraquezas. Assim, todos entendem que podemos melhorar juntos. Isso influencia ainda os resultados da empresa.”

Mostre-se falível

“Sou humana antes de ser presidente e não preciso saber tudo. Nem quero. Gosto de pedir ajuda aos funcionários. Assim, mostro que confio no trabalho deles e, só por isso, sei que vão dar triplos carpados para resolver qualquer situação.”

Tome as rédeas

“Sendo protagonista da minha própria história, me torno a minha heroína e a de outras pessoas também. Sei que simbolizo a diversidade e uso isso como um combustível. Preciso estar bem para continuar inspirando quem, ao me ver, entende que também pode chegar ao topo.”

Abrace sua maternidade

“A Sarah Maria, minha filha de 5 anos, aumentou o meu amor e a minha tolerância com as pessoas. Isso melhorou as minhas relações de trabalho. A maternidade me fez crescer profissionalmente e é parte da razão do meu sucesso.”

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Dicas de coach

  • Seja transparente

Se você for promovida, tente comunicar você mesma à equipe. “Isso elimina 40% do desgaste que pode surgir caso saibam por um informe da empresa, e não por você, que convive com eles todos os dias”, afirma a coach de carreira Virgínia de Gomez, que atende personalidades como a chef Bel Coelho e a lutadora Kyra Gracie.

  • Fale sempre usando “nós”

No momento em que você decide ser uma líder, inevitavelmente chegará a hora de se destacar entre seus colegas. Quando acontecer, se policie para continuar falando sempre no coletivo. Assim, a conexão com os colegas se mantém fortalecida.

  • Lidere, não mande

Uma atitude é bem diferente da outra. “Ao solicitar algo do funcionário, é crucial explicar os motivos e o propósito. Caso contrário, o pedido ganha um caráter impositivo e pode balançar o relacionamento de trabalho”, explica.