Rodrigo Faro: ‘Perdi minha referência de pai aos 9 anos…’

Numa entrevista exclusiva a TITITI, o apresentador fala sobre a perda do pai, da carreira, família, suposta briga com Sabrina Sato e muito mais!

Rodrigo abre a porta dos camarins e de seu  coração para nossa equipe
Foto: Jean Takada

Competência, carisma e simplicidade são as qualidades que fazem de Rodrigo Faro um dos apresentadores mais queridos do Brasil. Às vésperas de completar 41 anos de vida (em 20/10), ele comemora 31 de carreira. É, o gato começou cedo! Aos 9 já estava fazendo comerciais de TV e há seis, após várias novelas na Globo, brilha na Record. E agora no cobiçado posto de comandante de uma atração dominical, o Hora do Faro.
 
O programa, aliás, é uma realização que tem feito o artista rir à toa! Segundo a emissora, a atração fica em segundo lugar de audiência, e chega a picos de liderança.
 
Aliás, o astro só coleciona vitórias. Faro tem uma família linda, fruto de sua paixão por Vera Viel, com quem é casado há 11 anos. É louco pelas filhas Clara, de 9, Maria, 6 e Helena, 1. Vamos ao nosso bate-papo?
 
Hora do Faro tem sido um sucesso… Como você encara isso?
A gente vem conseguindo se consolidar, graças a Deus (risos). Viemos com um programa improvisado para o domingo. Lembro que na quinta-feira antes da estreia recebi a convocação da Record para entrar com O Melhor do Brasil no lugar do Gugu (Liberato), que havia acabado de sair da emissora. E, da noite para o dia, virei um apresentador de domingo. Então a gente sabia que iria ter essa adaptação e fomos vendo o que funcionava e o que não funcionava. Hoje, posso dizer que tenho um programa de domingo: Hora do Faro. E desde abril estamos numa crescente de audiência.
 
Deu medo ir para o dia mais concorrido e disputado da semana?
Claro que deu! Como tudo na minha vida! Sair da Globo e vir para a Record; fazer o Dança, Gatinho… Medo faz parte da vida de qualquer artista. É essencial! Mas a coragem de aceitar o desafio e a vontade de buscar esse objetivo foram maiores.
 
Era um sonho entrar nesse time liderado há anos por Silvio Santos?
Sem dúvida! Desde 2000, já dizia que queria ser uma mistura de Silvio com Chacrinha. Fazer um programa que tivesse emoção, alegria, com a minha cara, do meu jeito, que fosse uma coisa para cima.
Rodrigo Faro: 'Perdi minha referência de pai aos 9 anos...'

Faro se diverte com o quadro Arruma Meu Marido
Foto: Jean Takada 

Dá para perceber que você não gosta de ser apelativo…
É, não gosto da palavra apelativo… Mas não condeno de jeito nenhum quem faz. Acho que cada programa tem o seu DNA e esse não é o meu. Quero trazer alegria, emoção, mas de um jeito mais leve e descontraído. Quero falar de amor e de coisas tristes, mas com finais felizes. Histórias de superação.
 
Sentiu o peso de substituir o Gugu?
Sim, claro! Até porque ele é um dos maiores comunicadores deste país, né?! Gugu sai e entra Rodrigo Faro, ah, vá?! Só tenho seis anos de carreira como apresentador… Mas estamos chegando com humildade, trabalho. O grande truque do meu programa é a equipe, que é bastante unida.
 
Você é amigo de alguns animadores… Mas rola rivalidade quando se está no ar, né?
Rivalidade tem. Mas não é rivalidade nossa, é uma rivalidade das televisões, algo muito maior do que a gente. É a rivalidade do domingo, em que você tem Globo, Record e SBT lutando pelo primeiro lugar. E a gente está no meio disso. Então não é uma rivalidade pessoal. Muito pelo contrário. Mas tenho certeza de que a Eliana, o Fausto Silva, o Silvio Santos querem me vencer. E eu quero vencê-los. Independentemente de estar à noite comendo pizza na casa do Fausto.
 
Você comentou que o Faustão é seu conselheiro. O que ele lhe ensina?
Ele é meu amigo, uma das pessoas de que mais gosto de ouvir e de falar. Uma dica que ele me dá é para não fazer um programa muito grande. É, porque se você vai dando audiência, a tendência é que o programa vá aumentando. Aí eu digo: “mas, Faustão, tudo o que eu não posso fazer agora é um programa pequeno” (risos). E ele rebate: “você vai acabar se desgastando, cuidado com a sua imagem”. Um amigão!
 
Sente saudade de O Melhor do Brasil?
Acho que na vida tudo tem sua fase, seu ciclo, e eu vou ser lembrado por O Melhor do Brasil eternamente. Por isso aqui (aponta para as fotos com ele caracterizado para o Dança, Gatinho) foi um marco na TV, na minha vida. Até hoje escuto na rua: “Dança, Gatinho!” Tanto que a gente colocou o Dança no quadro Lado de Lá.
 
E de atuar, sente falta?
Ahhh, participação faço até, mas voltar a atuar é difícil.
 
Rodrigo Faro: 'Perdi minha referência de pai aos 9 anos...'

Rodrigo mostra o molde de seu rosto que é usado para fazer as máscaras de seus personagens no programa
Foto: Jean Takada

Você sempre foi um bom ator… Mas quem o inspirou a ser apresentador?
Acho que, na verdade, ele já estava dentro de mim. Sempre tive muita vontade de falar para as pessoas, de me comunicar, mesmo quando era ator. E fazia todas essas loucuras que faço hoje no palco, lá nos bastidores (risos). Mas ainda tenho muito para aprender.
 
Na época em que a Rita Fonseca deixou o seu programa para dirigir o da Sabrina Sato, comentaram que você ficou chateado. É isso mesmo? Por quê?
Fiquei bastante chateado, sim. Porque na hora em que eu ia para o domingo, filé-mignon da TV brasileira, a Ritinha não estaria ao meu lado. Fiquei bastante chateado. Mas não sabia que a Record tinha um plano para ela e para a Sabrina. E aí quando fiquei sabendo que era para a Rita ajudar a implantar o Programa da Sabrina, falei: “não vou sacanear a Rita e a Sabrina”. E a atração delas está superbem.
 
E essa história de que você não suportava a Sabrina, de onde surgiu?
Quem? Eu e a Sabrina? Nossa, não! A Sabrina é minha amiga. Quando ela chegou à Record vinha na minha sala para ouvir conselhos, perguntar o que eu estava achando. Até hoje ela me manda mensagens por telefone: ‘Rô, o que você acha disso?…’ Muito pelo contrário, eu adoro ela, adoro, adoro, adoro! O que eu puder fazer para ajudar a Sabrina, vou fazer!
 
O jeito como lida com sua família é lindo. Quando fica bravo? Quando sai do eixo?
Quando estou com fome, eu fico muito mal-humorado. Mas normal, porque ninguém me deixa com fome (risos). E até para dar uma bronca em alguém, coisa de que não gosto, falo com educação. Porque não precisa maltratar ninguém… Entretanto, a minha mulher sabe como me irritar, mas aí só ela vê (risos).
 
No Dia dos Pais, você ficou emocionado no programa. Acredita que é assim, grudado com suas filhas, por não ter tido um pai presente?
Ser pai é o meu melhor papel. Mas acho que isso (o fato de ter sido criado apenas pela mãe) me faz querer ser um pai mais presente para elas. Perdi minha referência de pai aos 9 anos, não quero que a história se repita com minhas filhas! Depois, o meu pai morreu quando eu tinha 13… Por tudo isso, quero ser o melhor pai para as meninas. Minha mãe (Vera Lúcia) e minha avó (Di) foram guerreiras.
Rodrigo Faro: 'Perdi minha referência de pai aos 9 anos...'

Rodrigo mostra o desenho que a filha mais velha, Clara, fez dele no palco de seu programa
Foto: Jean Takada

Qual o valor que aprendeu com elas e que tenta passar para as meninas?
Aprendi a ter dignidade, respeito pelos outros, a pensar no futuro… Minha mãe me ensinou a guardar dinheiro, a respeitar as mulheres, a não beber e não fumar. E também que a gente não precisa de drogas para curtir a vida. Que a melhor coisa do mundo é você chegar em casa e ver a sua família. Pode ser meio chavão, mas esses são os meus princípios.
 
E são três filhas. Dá tempo de namorar a Vera? O que vocês fazem para sair da rotina?
A gente tem namorado menos com três filhas (risos). Mas esperamos elas dormirem e passamos a chave na porta (risos).
 
A Vera costuma dizer que o marido dela tem pegada?
Ahhh, com uma mão desse tamanho, que mais parece uma luva de beisebol, se eu não tiver pegada… (risos)
 
Pensa em ter mais filhos?
Acho que tá bom! Já deixei a minha cota de mulher bonita no mundo (risos).
 
Você se vê um dia pendurando as chuteiras da TV?
Não, a TV é minha vida! Tenho 31 anos de carreira, mas estou engatinhando na TV. Eu tenho muita coisa para fazer, para mostrar. Ainda tenho, pelo menos, mais uns 20 anos para queimar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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