Tom Cruise fala sobre o Brasil

Após breve passagem ao país para divulgar o filme "Operação Valquíria", o ator comenta os dias maravilhosos que passou com a família no Rio de Janeiro

“Preciso dizer que amei cada momento 
que nós passamos aqui”, diz Tom 
Cruise sobre o Brasil
Foto: Divulgação

Enquanto no Brasil as celebridades sentem-se seres acima do bem e do mal, um ícone do cinema internacional mostrou que é possível ser famoso e também gente como a gente. A passagem de Tom Cruise, pelo país, para divulgar o filme Operação Valquíria, que estréia na sexta 13, surpreendeu quem imaginava que o americano de 46 anos fizesse o gênero “diva insuportável”. Simpático, acessível e muito sorridente, Tom badalou seu filme, levou a mulher, Katie Holmes, e a filha, Suri, de 2 aninhos, para se divertir e, incrível, distribuiu autógrafos e tirou fotos com os fãs. “Sou um homem como qualquer outro. Não tem porque me sentir melhor do que ninguém”, justificou o ator para um membro de seu staff no Brasil. Acompanhe a entrevista que o muso concedeu no hotel Copacabana Palace, no Rio, e vá conferir o melhor desempenho de sua carreira, em Operação Valquíria. 

Em Operação Valquíria, você vive o coronel Claus von Stauffenberg, que liderou um plano para assassinar Adolf Hitler, em 1944, o que acabaria com a 2ª Guerra Mundial. Atuar nesse filme mudou algo em relação a seu ponto de vista sobre o Holocausto?
Não. Como todo mundo sempre odiei os nazistas, por isso, não posso esconder que foi uma satisfação pessoal tentar matar Hitler, mesmo que não tenha dado certo. Sempre quis matar Hitler (risos). Quando era criança, ficava pensando por que ninguém havia tentado impedir Hilter. E essa resposta só chegou enquanto eu lia o roteiro do filme.

Então mudou muita coisa (risos)…
Sim… é verdade… Com certeza, influenciou minha vida, simplesmente, por saber que existiram pessoas que tentaram matá-lo. De qualquer maneira, fazer “Operação Valquíria” foi uma aventura incrível, experiência poderosa. É um suspense desafiador, fascinante e rico em detalhes. Faço filmes para o mundo, universais e atemporais. Tem alguns que não são só para entreter. Talvez, quando surgir novamente um ditador assim, as pessoas decidam resistir mais…

É verdade que vocês enfrentaram muitos problemas para poder filmar Operação Valquíria na Alemanha?
Não é verdade. Tivemos todo o apoio do povo e do governo alemães. Mas é assim mesmo. Tenho lidado com coisas desse tipo ao longo dos meus 25 anos de carreira. Tem sempre uma história correndo. Foi assim em “Entrevista Com o Vampiro” e até em “Nascido em 4 de Julho”. Surgem controvérsias, agora ainda mais com a internet. Minha equipe se sentiu mal com esses rumores, mas foi um privilégio fazer esse filme. Vivo sob um microscópio e as pessoas querem saber o que acontece comigo e com minha família. Houve muita pressão, sim, e eu mesmo já coloco muita pressão em mim.

Qual é sua expectativa com a carreira internacional do filme?
Estamos muitos satisfeitos com a performance do filme no mercado doméstico (bilheteria americana), já superou bastante as nossas expectativas. Internacionalmente, estamos muito contentes por viajar pelo mundo para divulgar este filme (ele passou por Moscou, Madri, Roma e, do Rio, seguiu para o México)

O que achou do Brasil?
Lindo, gostei muito. As pessoas são incríveis, amei a música, a comida, as lindas paisagens. Seria muito divertido voltar aqui para fazer um filme. Tivemos uma estadia incrível, esperei durante toda a turnê pelo momento de vir para cá… Adorei as praias, as pessoas jogando vôlei de praia, quero voltar ao Brasil para jogar com mais calma.

Você passeou muito pelo Rio de Janeiro. O que mais gostou de fazer?
Fomos à ilha (do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, em Angra dos Reis), comemos em restaurantes, passamos um dia na praia (da Urca)… As pessoas foram incríveis. Suri brincou com as crianças de outras famílias, foi incrível, tivemos uma grande tarde.

E as impressões de Katie e Suri?
Todos nós adoramos. Foi tudo extraordinário. Nós assistimos ao nascer do sol e eu joguei um pouco de vôlei na praia. Conversamos com as pessoas. Foi uma belíssima tarde.

O que você vai guardar da sua passagem pelo Brasil?
Preciso dizer que amei cada momento que nós passamos aqui. Não esperava essa recepção. Falava com Katie sobre como adoramos tudo. Katie adorou também. As pessoas são muito calorosas. Ficamos sem vontade de ir embora. O que Suri mais gostou foi de brincar na praia e fazer amiguinhos.

Além de Suri, você já é pai de Isabella, de 16 anos, e Connor, de 13 (adotados durante o casamento com Nicole Kidman). Pensa em ter mais filhos?
Quero dez filhos. Eu adoro crianças e me sinto realmente abençoado por ter filhos adolescentes e uma menina de dois anos e meio.