Tom Hardy: “Estou tentando entender a essência do que é ser uma pessoa”

Amante de cachorros a ponto de levá-los para entrevistas profissionais - sim, Contigo! falou com ele na companhia de uma São Bernardo -, Tom Hardy se mostrou divertido, humilde, praticamente um garoto, muito longe de seu brutal personagem em 'Mad Max'

Ele parece malvado, não? Seus papéis no cinema também ressaltam isso: o mascarado Bane, em O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), o presidiário doidão, em Bronson (2008), e agora a nova versão Mad Max: Estrada da Fúria, a quarta aventura dirigida por George Miller, 70 anos, com o personagem imortalizado por Mel Gibson, 59. Pois Tom Hardy, 37, é um fofo. Sim. É um fofo. Além da bela estampa e charme, ele tem algo de menino: ri à toa, faz caras de garoto levado, deixa claro um lado doce e estava com um cachorro na entrevista! Uma adorável São Bernardo chamada Georgia, que pertence a um amigo. Ele é um “cachólotra”. Anda com eles em sets de filmagem, tapetes vermelhos, resgata todos os que aparecem e trata de achar donos, faz filmes sobre isso e admite que os leva para entrevistas para que fiquem mais tranquilos. Georgia é sua “amiga”, diz Tom Hardy à CONTIGO!.

Warner Bros. Entertainment Inc. Warner Bros. Entertainment Inc.

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Como foi encarar esse personagem tão famoso?
No início, vomitei – metaforicamente falando! Depois, minha mulher (a atriz Charlotte Riley, 33) vomitou (risos). Porque eu tinha de ficar longe de casa por um ano. Era uma grande mudança. Somos pessoas, não é uma coisa simples, há um custo. Fora a pressão. É uma grande responsabilidade. Fui falar com Mel Gibson. E ele me deu a maior força. Encarei o desafio assim: “Como você come um elefante? Uma garfada de cada vez. Mas ninguém deveria comer um elefante (risos)”.

Muitas horas de maquiagem?
Umas duas horas. Dependia do dia. Porque tem tatuagem, cicatriz. O pior era o bronzeado. Fiquei com a cara laranja, pegajosa (risos). E recebíamos uma camada de lama e de óleo também. Porque todos chegamos ao set sem nenhum bronzeado. Somos de Londres! Não tem muito sol. Mas aí você também não pode se bronzear naturalmente, porque sua cor mudaria e isso causaria problemas na hora de filmar, porque é tudo fora de ordem. Então saímos da África tão pálidos quanto chegamos!

Você é famoso por fazer sujeitos durões. O que é importante num homem hoje?
Um homem aceita seus erros, assume responsabilidade por eles e procura encontrar uma solução e seguir adiante. Tenta causar o menor dano possível. Tenta ser útil, ser parte da solução, não do problema. É fácil de dizer e difícil de viver. Não há muitos modelos por aí – acho que para as mulheres deve ser a mesma coisa. É difícil. Então estou tentando descobrir também.

Mas por que fez tantos caras durões?
A humanidade e a relação entre homens e mulheres são coisas fascinantes. É isso que quero estudar nesta vida. Não tenho ideia de como vou fazer (risos). Estou tentando entender a essência do que é ser uma pessoa. Caras durões são uma bobagem, mas são muito fáceis de interpretar! Eles são tão óbvios! Mas gosto de interpretar qualquer personagem. Foi só que aconteceu de eu ser reconhecido por caras durões. Você tem de começar em algum lugar. As pessoas veem que você pode fazer e oferecem mais do mesmo. Aí finalmente você chega a uma posição em que pode tentar mudar.

Hoje os atores são quase como modelos. Gosta de moda?
Um homem precisa ter muito tempo disponível para se preocupar com moda! Eu tenho outros focos na vida. Roupas precisam ser funcionais. Preciso de um par de botas, jeans confortáveis, uma camisa folgada. Se estiver gordo, estou. Se estiver magro, estou. Sou quem eu sou. Minhas roupas não são uma extensão da minha personalidade. Às vezes gosto de usar algo mais bacana para me sentir bem. Mas, se não estou me sentindo bem, não há roupa que vá mudar isso (risos)! Moda pode ser legal, mas não é algo com que me preocupe.

É fácil ser como você é?
Muitas vezes, ser quem você é na frente dos outros te prejudica, então você não pode. Toda vez eu preciso me policiar e ver sobre o que vale a pena abrir a boca e o que não vale. Na maior parte das vezes, não vale.

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