Viver a Vida: “Maradona” leva Mario José Paz ao estrelato

Mario é argentino, naturalizao brasileiro, e mora em Búzios há 15 anos, onde tem uma pousada. O sucesso de seu personagem Garcia - ou Maradona - na trama das 9, surpreendeu o empresário que nunca pretendeu ser ator pra valer

Maradona-Garcia 
Foto: Rede Globo

O cinquentão, cabelos brancos, magro, sotaque portenho e… galã! Isso mesmo: o argentino naturalizado brasileiro Mario José Paz transformou- se em par romântico de Giovanna Antonelli, a Dora de Viver a Vida. E disputa a bela com o garanhão Marcos (José Mayer)! Tudo começou por acaso. Mario – ator formado pelo Centro de Artes de Laranjeiras (CAL) – é empresário em Búzios. Assim como o Garcia, que Dora apelidou de Maradona, ele é dono da Pousada Vila Real e do Cine Bardot. Sua maior ligação com a dramaturgia era a produção do Festival de Cinema de Búzios, que faz há 15 anos. E duas pontinhas: no filme Se Eu Fosse Você e em Caminho das Índias. “Não tinha expectativa de ficar na novela, mas o personagem cresceu e parece que vai até o final, com essa possibilidade de ser pai da filha de Dora”, festeja o ator, que vive no Brasil há 30 anos.

Mario mora em Búzios desde que chegou ao país e garante que há muitos Garcias por lá. “São homens solitários, melancólicos, sem família. Ficam ou vivem da noite, são paqueradores e se envolvem com jovens mães solteiras ou que precisam sobreviver”, conta ele, observando que sua Dorita “não parece mal-intencionada, mas, sim, alguém precisando de ajuda”.

Embora esteja apaixonado pela garçonete, Maradona vai com calma. Faz o estilo protetor, galanteador. “Ele sabe que ela não o ama. O vínculo dele com Dora é a Rafaela (Klara Castanho). Ele gosta muito da menina”, afirma o ator, de 58 anos, casado com a atriz e produtora Ana Paz, e pai de quatro filhos: Roberta, 27, Miguel, 21, Francisco, 17, e Manoela, 14.

Mesmo empolgado com a repercussão de Maradona, Mario não faz planos para outros personagens na TV. Assim como não fez para ficar no Brasil. “Escolhi Búzios para passar dez dias. E passei um ano olhando aquele pôr do sol… Depois, montei a pousada. Como sou cinéfilo desesperado, pensei que, para a qualidade de vida de quem mora na cidade, era preciso um cinema. E assim foram acontecendo as coisas. Agora, torço para Garcia ficar com a Dorita. Tudo é possível na vida”, pondera. Ainda mais na ficção…