Forever 21 pede recuperação judicial; lojas no Brasil continuam abertas

A operação online da marca também continua intacta.

Após semanas de especulações, a Forever 21, rede de lojas voltadas ao público adolescente e com preços populares, anunciou que vai entrar com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, no último domingo (29). Esse, no entanto, não é o fim, já que a atitude permite que a companhia mantenha o controle e a posse dos bens enquanto faz a reestruturação.

A empresa pretende fechar globalmente algo entre 300 e 350 lojas, incluindo inicialmente 178 nos Estados Unidos. As operações em cerca de 40 países serão descontinuadas, incluindo Canadá, Japão e todo o mercado europeu. Lojas no Brasil devem continuar abertas. Vendas digitais também permanecem.

“A gente espera com esse processo simplificar as coisas para que possamos voltar a fazer o que sabemos melhor”, disse Linda Chang, vice-presidente executiva da varejista em entrevista ao The New York Times. Familiar, a empresa ainda é controlada pelos pais de Chang, Do Won e Jin Sook, que fundaram a empresa nos anos 1980 após imigrarem da Coréia do Sul para a Califórnia.

Uma das explicações para os problemas enfrentados pela companhia, além da óbvia, falta de qualidade das peças é o modelo de negócios da Forever 21, que propõe uma frequente rotatividade de estoque, e não é mais tão atrativo ao público-alvo. Garotas millennials e da Geração Z estão cada vez mais preocupadas em comprar roupas de marcas com uma atitude mais sustentável. A indústria têxtil só perde para a petrolífica no ranking de quem mais polui.

O fato da varejista também ter se envolvido em diversos processos de direitos autorais e plágio não ajudou muito a situação, incluindo uma recente acusação da cantora Ariana Grande de que a companhia  havia usado uma modelo muito parecida com ela para vender produtos.

Correção: Uma versão anterior desta matéria afirmava que a empresa iria entrar com pedido de falência, mas o termo correto é recuperação judicial.