Jornal vira joia para a designer italiana Alice Visin

Para ela, mágica é a sensação de transformar as coisas

Italiana de berço e com uma identidade muito particular, a designer de joias Alice Visin é totalmente desprendida do mundo fashion que define o que é certo ou errado na moda. Formada em Design Industrial na Universidade Politécnica de Milão, Alice conta para LOLA que seu estilo não vem somente da influência italiana. “Definitivamente, Milão foi importante para minha criação, mas provavelmente Londres também, onde eu trabalhei por um período, e em Santiago no Chile, onde estudei por seis meses”.

Transformar jornais usados em um acessório foi a grande sacada da designer, quando percebeu que o excesso de informação na mídia impressa era lido e depois, jogado fora. Para dar forma aos jornais, Alice criou um processo minucioso e demorado. “O papel rasgado e amassado fica imerso na cera antes de se tornar joia. Cada pedaço escolhido é muito bem analisado e pensado, e a seleção é feita para dar significado à peça”, revela.
 
Para desenvolver as joias, ela divide opiniões com parceiros ou até mesmo com desconhecidos. Para Alice, tudo é inspirador. “A mágica é a sensação de transformar coisas”, constata. “É a alma dos objetos”.
 
Alice diz não ser muito fashion addicted e que se inspira em outros temas para fazer uma coleção, ou mesmo uma peça única. “Eu gosto da filosofia de Martin Margela, Yohji Yamamoto, Moschino. Eu aprecio o trabalho de Daniela Gregis, com quem tive a oportunidade de trabalhar por um período durante a universidade, e que representa para mim a capacidade do italiano para imaginar mundos e expressar um pensamento através de um objeto”.
 
Atualmente os produtos são vendidos apenas na Itália e na Austrália. Infelizmente, o Brasil ainda não está na listinha de países que podem desfrutar do trabalho dessa jovem autêntica. Alice confessa que não conhece o Brasil, mas que gostaria de visitar um dia. Tudo o que sabe sobre o país vem da literatura, histórias de amigos e dos filmes. Mas não dá para dizer que nunca teve nenhum contato: ela conheceu os irmãos Campana, em 2009, quando fez uma instalação no Edra – espaço de exposição de grandes designers na Itália. “Eu gosto muito deles e acho que eles são um importante ponto de referência para o design contemporâneo”, diz ela.
 
A designer conta que o nome da marca “Silenzio Stampa” vem de um pensamento onde a informação vira uma peça. Para ela, o acessório também pode ser um objeto de decoração. “Tudo depende do olhar de cada um”.
 
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