Malia Obama: A it girl da Casa Branca

A filha de Barack Obama cresceu, entrou para a lista dos adolescentes mais influentes do mundo e está se tornando ícone fashion. Mas, ao que tudo indica, ela quer mais do que isso

Ela é uma graça e inspira aquele tipo de simpatia que temos por quem vimos crescer. Malia Obama tinha 10 anos ao chegar na Casa Branca, onde deve ficar até o ano que vem – quando terminar o mandato de seu pai, o presidente americano Barack Obama. Hoje, aos 17 anos, ela é perseguida pela imprensa, que acompanha seus passos e, claro, analisa seu guarda-roupa. 

Do jornal NY Times às publicações de moda e à revista TIME, que a incluiu na lista dos 25 adolescentes mais influentes do mundo (junto com gente como a cantora Lorde, a modelo Kylie Jenner (irmã de Kim kardashian) e a atriz Kierna Shipka (a filha de Don Draper em Mad Men), todos só falam dela.

A filha mais velha de Obama começou 2015 mais sob os holofotes do que nunca, quando uma foto sua vestindo uma camiseta do grupo de rap Pro Era foi postada na conta da banda no Instagram. O episódio mobilizou a Casa Branca para descobrir como a foto foi parar lá – em seguida a imprensa americana noticiou que um amigo em comum dela e do pessoal da banda poderia ter vazado a imagem. 

Malia e sua irmã Sasha, de 14 anos, têm acesso super restrito às redes sociais. A Malia foi permitido manter uma página oficial discreta no Facebook e só. Nada de Instagram ou Snapchat. Sasha ainda não pode publicar nada. “Eu não acredito que o Facebook seja para pessoas tão jovens. Sobretudo para elas, que estão sob os olhos do público o tempo todo”, disse a primeira-dama em entrevista a um canal de televisão. “Algumas coisas elas não precisam ver ou ser parte”.

É razoável concluir que, embora não mantenham perfis na internet, as meninas de alguma maneira conhecem ou sabem ou que se passa no mundo das redes sociais – afinal, não vivem isoladas. O próprio Obama já admitiu à revista People que “essas coisas, como Instagram e Vine (aplicativo de vídeos do Twitter) eu nem sabia que existiam antes de elas me mostrarem”. 

O presidente americano e a mulher também contaram à imprensa que a educação das filhas é pautada por uma série de regras bem rígidas. Segundo eles, as garotas não assistem TV durante a semana, a não ser que seja algo relacionado à escola. Toda noite, desde o primeiro ano na Casa Branca, a família janta junto pontualmente às 6:30. Antes das refeições, agradecem e pedem por uma vida “longa e forte”. As garotas só tiveram seus próprios celulares depois dos 12 anos, ainda assim sob a cautela da mãe que já as alertou do risco de smartphones serem invadidos por hackers.

Mesmo com toda a proteção dos Obama, Malia está começando a aparecer para o mundo à sua própria maneira. No mês passado, ela voltou às manchetes ao conseguir um estágio de verão na TV, no set da série Girls, da qual já se declarou fã. Com Lena Dunham como chefe, ela serve café para a equipe e ajuda a administrar a interferência do público, já que algumas cenas se passam nas ruas ou em locais abertos. Uma simplicidade inspiradora para uma menina que cresceu no endereço mais famoso do mundo.

Por conta do trabalho, Malia tem sido constantemente vista em Williamsburg, no Brooklyn, onde a série é filmada, em cinemas descolados no West Village ou no Central Park.  Veículos como o New York Post já publicaram até um roteiro com os lugares preferidos da garota na cidade.  “Nova York está obcecada por Malia”, relata a reportagem. “Diferente dos círculos restritos de Chelsea Clinton e das filhas de George Bush, ela parece à vontade em circular entre os endereços mais chiques quando está com a família e lugares mais alternativos que todo adolescente iria gostar”.

Recentemente, o NY Times dedicou algumas páginas a ela, apenas para mostrar como Malia vem influenciando as adolescentes americanas com seus looks. “O episódio com a camiseta do Pro Era foi interessante porque nunca a tínhamos visto desse jeito”, disse ao jornal Christene Barberich, diretora do Refinery 29, um dos mais badalados sites de moda e lifestyle do mundo. “Me faz pensar se ela já não está em sua fase mais rebelde com a moda, que é geralmente quando o status de ‘influenciadora’começa.”

Malia costuma misturar grifes mais caras como Kate Spade e Alice and Olivia – marca do vestidinho azul com estampa floral amarela com o qual desembarcou em Londres ao lado da família para um encontro com o primeiro-ministro britânico – e de outras lojas mais acessíveis como TopShop e Asos. 

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Cada aparição sua coloca as assessorias de imprensa de moda a postos. Rapidamente a grife da roupa que Malia vestiu logo envia todas as informações para os jornalistas. Por sua vez, quando se trata de uma marca desconhecida, os editores vasculham a internet atrás de informações sobre a label escolhida por ela.

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Aparentemente, a “primeira-filha” segue os passos fashionistas da mãe e herdou a elegância, simplicidade e simpatia de ambos os pais. Com a entrada em Girls, ela parece, segundo a imprensa americana, estar em sintonia com o zeitgeist da cultura pop. Ter optado por estar também atrás e não sempre na frente das câmeras, já é um bom sinal. Ela tem tudo para ampliar o significado do que é ser uma it girl – e não se contentar apenas com o rótulo de ser uma garota bem vestida, com sede por exibicionismo. Que Malia seja uma it girl de um tempo novo. A ver!