O que o cenário político atual tem a ver com o millennial pink

Quando as coisas andam cinzas demais, o rosa dá o tom do desejo das pessoas

A crise de 2008 continua rendendo frutos negativos. Se o Brasil conseguiu driblar a crise econômica durante alguns anos, a crise política se encontra em um nível insustentável. Quem dera o problema fosse só nosso, mas a situação é mundial. Estado Islâmico, misseis, xenofobia, corrupção, refugiados mortos à beira-mar. Não está fácil pra ninguém e é exatamente para se opor a cenário de horror que o rosa entra como uma fonte de esperança, fantasia e ternura. Porque sem uma boa dose de sonho ninguém segura esse rojão.

La Vie en Rose foi escrita por Edith Piaf em 1945 (e lançada em 1946) no fim da ocupação da França pela Alemanha Nazista (1940-1944) durante a segunda guerra mundial. Quando as coisas vão bem, os franceses dizem “C´est La Vie em Rose”.

As Polianas enxergam o mundo através de lentes cor de rosa.

O rosa é um refúgio e a moda reflete os sentimentos e mood atual. Tem muito a ver com essa onda de unicórnios que vemos por aí. Um tom irrealista, a cor dos doces mais açucarados.

 

Enfim, o oposto dos noticiários. Mas isso não significa que o rosa está alheio à realidade. A cor foi ressignificada na Marcha das Mulheres com os gorros que tomaram as ruas dos EUA e ganhou um toque de rebeldia. Agora, o rosa millennial, mais clarinho e leve, é um dos tons preferidos da geração Y. As mulheres tomaram o rosa pra si.A cor pipoca no street style internacional, bomba nas vitrines e também na decoração.

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O rosa clarinho remete aos tons pastel do período Rococó (1720 e 1775), quando os contrastes fortes deram lugar às cores mistas e a dama do Rococó, Madame de Pompadour, trouxe à moda o Rosa Pompadour e a combinação do rosa com azul, que estourou em 2016, quando o rosa quartz e o azul serenity foram eleitas as cores do ano pela Pantone. Esse momento rosinha rococó antecedeu a Revolução Francesa (1789 -1799). Será que ainda temos chance?

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