Peter Lindbergh fala do seu horror às selfies: ‘’coisa estúpida’’

Ele condena essa onda e ainda diz que a beleza está na coragem da pessoa de ser ela mesma.

Conhecido por suas fotografias icônicas em preto e branco, Peter Lindbergh deu uma entrevista à imprensa alemã durante a inauguração de sua exposição “From Fashion to Reality”, na Kunsthalle de Munique, e disse o que realmente pensa em relação a essa febre. “Eu acho que a selfie é uma das coisas mais estúpidas que existem”.

Lindbergh, que já fotografou rostos como Kate Moss, Julianne Moore e Uma Thurman, ainda declarou que a indústria da moda já “se foi”, especialmente pela maneira manipulada que trata as mulheres, por meio de programas como o Photoshop. “A beleza existe quando alguém tem a coragem de ser ele mesmo”.

Seguindo este pensamento e ressaltando que o Photoshop pode criar imagens extremamente irreais, ele explica que os fotógrafos de moda tem certa responsabilidade, querem eles gostem ou não. “Isso deveria ser uma responsabilidade dos fotógrafos atuais: libertar não só as mulheres, mas todas as pessoas do terror da juventude e da perfeição”. Objetivo cumprido por ele, que faz de suas fotos, reais telas de emoções “cruas” e fortes expressões de suas modelos.

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On April 13th, the exhibition PETER LINDBERGH. FROM FASHION TO REALITY opens at the Kunsthalle München. This installation featuring more than 220 photographs is devided into eight sections: 'Supermodels', 'Couturiers', 'Zeitgeist', 'Dance', 'The Darkroom', 'The Unknown', 'Silver Screen' and 'Icons'. To accompany the exhibition, TASCHEN has published a 472-page book, edited by Thierry-Maxime Loriot, in which he explains how "Back in 1988, ten years after moving from Düsseldorf to Paris to pursue his photographic career, Peter Lindbergh garnered international acclaim and launched the careers of a new generation of models because of one particular image he had recently taken of them. The photograph showed the models, barely known back then, unpretentious, giggling together on the beach, all dressed in white shirts and hardly any makeup, and with no retouching in post-production. It was first turned down by American Vogue, as the magazine thought it did not reflect its vision at the time. Lindbergh explained to Alexander Liberman, Vogue’s editorial director, and Grace Mirabella, editor-in-chief of American Vogue from 1971 to 1988, that he preferred to show strong and independent women, because he could not relate to the images of overly styled women the magazine featured. In January 1988, Lindbergh had gone to the beach in Santa Monica with Linda Evangelista, Karen Alexander, Christy Turlington, Estelle Lefébure, Tatjana Patitz and Rachel Williams. He asked Carlyne Cerf de Dudzeele, the fashion editor, to bring only white shirts, no recognizable fashion. The result was a shock and a revelation in contrast to what had previously been done in fashion photography." KUNSTHALLE MÜNCHEN 13 APRIL – 27 AUGUST 2017 #LindberghExhibitions #LindberghMUC #KunsthalleMUC #FromFashionToReality #aDifferentVisionOnFashionPhotography

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Lindbergh ainda analisou um pouco as pessoas que tiram selfies com celebridades, dizendo que elas, muitas vezes, se sentem menores do que os famosos. Vale lembrar que, em 2016, a Universidade de Brunel, em Londres, promoveu um questionário, que constatou que pessoas que atualizam o status com muita frequência e postam selfies diariamente têm motivos narcisistas e podem ser indivíduos com baixa autoestima.

Apesar do posicionamento do renomado fotógrafo, existem artistas e galerias que abraçaram a onda das selfies, como a Galeria Saatchi, em Londres, que abriu uma exposição destinada a essas fotografias, denominada de “From Selfie from Self-Expression”.

E aí, o que vocês acham das selfies?