Estupro em ‘Segundo Sol’ provoca debate e Deborah Secco se manifesta

Cena em que Remy estupra Karola provocou reações exaltadas no Twitter, e a atriz resolveu entrar no debate.

Na noite da última quinta-feira (2), quem assistiu ao episódio da novela das 21h “Segundo Sol” viu a cena em que Remy (Vladimir Brichta) estupra Karola (Deborah Secco). Amantes desde o começo da trama, os dois têm uma relação nada saudável. Na cena, Remy revela a Karola que sabe que a vilã roubou o bebê de Luzia (Giovanna Antonelli). Karola então pede para que Remy “dê seu preço” para não contar toda a verdade para Beto Falcão (Emílio Dantas), Valentim (Danilo Mesquita) e seu Dodô (José de Abreu). É aí que Remy manda que ela tire a roupa.

Karola fica visivelmente incomodada: dá para ver na bela atuação de Deborah Secco que ela está se sentindo violentada. Depois, deitado na cama dela e de Beto, Remy ofende Karola repetidas vezes. Dá a entender que os dois fizeram sexo – contra a vontade dela, portanto, a estuprando – e afirma que a humilhação está apenas começando.

No Twitter, muita gente percebeu que, não importa que Karola seja a vilã da novela, e tenha, de fato, roubado o bebê de Luzia. Aquele não era o “castigo merecido”, mas sim uma cena de violência sexual.

Deborah Secco, que é bastante ativa nas redes sociais, não ficou de fora da discussão, e fez um post falando sobre a violência e sobre o porquê de cenas como essa existirem:

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Hoje vi pessoas angustiadas com a cena de violência entre Remy e Karola. É violência, sim. É absurdo, sim. É difícil de assistir, sim. Mas o que seria da arte se não fosse a provocação? Se não nos fizesse chorar, rir, nos indignar… ? Pra quem não viu, a cena foi a vilã sendo sexualmente violentada pelo amante. Pode até ter existido quem se divertiu com a dor dela, ter achado que ela merecia, mas a maioria me perguntou se eu tinha enxergado a violência da cena. Claro que enxerguei. Claro que sentimos isso na hora de gravar. Claro que pensamos em quem passa pela situação. Mas que bom! Que bom ver o papel provocador da arte se implementar em forma de indignação. Essa é a nossa função na sociedade. Obrigada, Karola! Obrigada, Vlad (gênio!!!), @mmedicis , Dennis e toda equipe por tornar essa representação possível e cheia de respeito. Retratar a vida é expor as feridas, é colocar a arte a serviço da sociedade. É lutar para que essa indignação seja força para mudar! Sigamos!

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Ela disse, no texto: “Hoje vi pessoas angustiadas com a cena de violência entre Remy e Karola. É violência, sim. É absurdo, sim. É difícil de assistir, sim. Mas o que seria da arte se não fosse a provocação? Se não nos fizesse chorar, rir, nos indignar?

Pra quem não viu, a cena foi a vilã sendo sexualmente violentada pelo amante. Pode até ter existido quem se divertiu com a dor dela, ter achado que ela merecia, mas a maioria me perguntou se eu tinha enxergado a violência da cena. Claro que enxerguei. Claro que sentimos isso na hora de gravar. Claro que pensamos em quem passa pela situação. Mas que bom! Que bom ver o papel provocador da arte se implementar em forma de indignação. Essa é a nossa função na sociedade.

Obrigada, Karola! Obrigada, Vlad (gênio!), @mmedicis, Dennis e toda equipe por tornar essa representação possível e cheia de respeito. Retratar a vida é expor as feridas, é colocar a arte a serviço da sociedade. É lutar para que essa indignação seja força para mudar! Sigamos!”

Você assistiu à cena? O que achou dela e do depoimento de Deborah?

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