10 dúvidas sobre osteoporose

Para alertar sobre a doença, hoje é celebrado o Dia Mundial da Osteoporose. Tire suas dúvidas e previna-se!

Muitas vezes o diagnóstico da osteoporose se dá a partir de um susto: uma queda causada por uma fratura em um osso que já perdeu densidade. A doença silenciosa, segundo a Federação Internacional da Osteoporose (IOF), já afeta 200 milhões de mulheres no mundo.

Neste Dia Mundial da Osteoporose, conversamos com a endocrinologista Rosália Padovani e com o ortopedista da Clínica Megamed, Marcio Alher, que respondem às principais dúvidas sobre a doença.

1. O que é a osteoporose?

É uma doença crônica caracterizada pela diminuição de massa óssea, que deixa os ossos mais frágeis e porosos. Para se ter uma ideia de como funciona o nosso esqueleto, o ser humano ganha massa óssea até os 20 anos de idade e começa a perdê-la depois dos 40. Com a osteoporose, os ossos vão ficando ocos e finos. “A doença afeta todos os ossos do corpo e, devido à fragilidade óssea, as fraturas por traumas de baixa energia ocorrem com mais frequência”, explica o ortopedista.

2. A osteoporose é mesmo mais comum em mulheres?

Sim, principalmente após a menopausa. “Isso porque nessa fase acontece uma diminuição dos níveis de estrógeno (hormônio feminino), que é imprescindível para a manutenção da massa óssea”, explica a endocrinologista.

3. Há fatores de risco para o surgimento da doença?

Sim, sendo o primeiro a menopausa. A doença também afeta mais pessoas brancas e orientais, de idade avançada, com antecedente familiar ou pessoal de fratura e baixo peso. Outros fatores de risco são uso de glicocorticoides, tabagismo, sedentarismo e ingestão abusiva de bebida alcoólica.

4. Quais são os sintomas da doença?

A osteoporose é uma doença silenciosa e normalmente não produz manifestações clínicas específicas até que as fraturas aconteçam.

5. Quais exames fazem o diagnóstico?

“Para investigação inicial da osteoporose são solicitados exames de rotina como HMG, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, TSH, vitamina D, cálcio na urina de 24 horas, função renal, raio-X de coluna lombar e torácica e densitometria óssea”, lista a dra. Rosália.

A densitometria é um exame bem específico que avalia a densidade mineral dos ossos na lombar e no fêmur. De acordo com o resultado é possível avaliar se a paciente tem osteoporose ou apenas osteopenia, que é um grau menor da doença, ou seja, a redução da massa óssea ainda não é tão importante.

 6. Quais são os pontos do corpo mais afetados pela doença?

Os locais mais acometidos são vértebras, fêmur, rádio e úmero.

7. A osteoporose tem cura? É possível reverter e repor a perda de massa óssea que já aconteceu?

Não tem cura, mas existem maneiras de controlar e conviver com a doença. O principal objetivo do tratamento é a prevenção das fraturas. Os medicamentos mais usados melhoram a resistência do osso, impedindo a degeneração e incentivando a reconstrução. “Dentre as várias medicações disponíveis, a única com efeito anabólico e que pode levar um ganho da massa óssea é a teriparatida”, aponta a endocrinologista. Mas cada caso deve ser estudado por um especialista que indicará tratamento mais adequado.

8. Exercícios físicos são recomendados para quem tem osteoporose?

Sim e são fundamentais, mas com acompanhamento de especialistas. O ideal é praticar exercícios de força combinados com aeróbicos de baixo impacto. Manter os músculos fortes também é fundamental para diminuir o risco de quedas.

9. Como prevenir o surgimento da doença?

Com uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D desde a infância. Outra medida fundamental é a prática de exercícios regularmente, o que estimula a formação de massa óssea na juventude e fase adulta. “Também vale tomar um pouco do sol da manhã, não ingerir muito café, não ingerir bebida alcoólica em excesso e não fumar”, alerta a endocrinologista.

10. O cálcio ingerido em alimentos derivados de leite já é suficiente por si só para a prevenção ou é preciso tomar suplementos?

É preciso ingerir uma quantidade recomendada de cálcio com a dieta: de pelo menos 1200 mg por dia. Caso não seja possível, não há problema algum em fazer a suplementação (indicada pelo seu médico).

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