7 erros de higiene que a gente mais comete quando está menstruada

Quantas destas escorregadas você já deu?

É claro que devemos estar sempre de olho na higiene íntima, mas durante o período menstrual é preciso redobrar os cuidados. “Isso porque, além da presença de sangue e secreções que facilitam a colonização por bactérias e fungos, há maior vascularização local e abertura do colo uterino, facilitadores para infecções mais profundas e disseminadas”, justifica a dra. Fernanda Torras Correia, ginecologista, obstetra e mastologista.

Veja quais são os erros mais frequentes que cometemos e por que temos de deixar certos hábitos de lado.

Demorar para trocar o absorvente

A cada quatro horas, troque mesmo que o fluxo não seja tão intenso. “Isso impede que o sangue, que é um meio cultura, fique muito tempo em contato com a mucosa vaginal e venha a favorecer a proliferação de bactérias oportunistas e o surgimento de infecções”, explica a dra. Patrícia Gonçalves, obstetra e ginecologista da Clínica Pró Saúde RGPG. E ela ainda diz que o uso por tempo prolongado também pode causar assaduras e alergias, devido ao aumento da umidade e da temperatura no local, e do atrito.

A exceção é a noite – você não precisa colocar um despertador pra acordar e fazer a troca. Mas lembre-se de colocar o absorvente limpinho imediatamente antes de se deitar e trocá-lo assim que levantar – ou se for fazer xixi de madrugada.

Dormir com absorvente interno

Aqui não há exceção: o absorvente interno não pode mesmo ficar mais do que quatro horas dentro do canal, pois ele se torna um meio de cultura fortíssimo para bactérias. E a gente nunca sabe que tipo de infecção pode acontecer – o caso mais grave (e raro) é a Síndrome do Choque Tóxico, uma infecção bacteriana que evolui muito rapidamente e pode levar à morte.

Ensaboar a vulva mais do que duas vezes por dia

É claro que a cada troca de absorvente é preciso higienizar bem direitinho a vulva pra remover bem os resíduos da menstruação. Mas isso não significa se ensaboar! “O sabonete não deve ser utilizado mais que duas vezes ao dia, para não remover a proteção natural da região íntima”, ensina a dra. Patrícia.

“Você pode fazer apenas lavagens externas com água corrente para retirar o excesso de sangue acumulado entre os lábios vaginais e vulva, a fim de evitar proliferação bacteriana e fúngica”, ensina a dra. Fernanda. E lembre-se de se secar muito bem.

Limpar só com papel higiênico

Não adianta, não. O papel não consegue remover o sangue que já aderiu à pele e ainda pode deixar resíduos. O ideal é enxaguar (água corrente), mas se não houver essa opção, use lencinhos umedecidos –  sem perfume ou químicas para não irritar.

Esfregar bem a vulva para limpar

A gente tende a crer que é preciso esfregar para remover a sujeira. Nada disso! O papel higiênico deve ser passado com suavidade e a lavagem deve ser feita com a mão, também em movimentos suaves – acredite, assim sai tudo!

E jamais use esponja, pois, além de irritar a mucosa, ela é a morada perfeita para criação de fungos e bactérias.

Lavar a vagina

Não, não e não para as duchas íntimas! “Além de retirarem a proteção natural e alterarem o pH vaginal, aumentando descontrole de flora e riscos de vaginites, você corre o risco de provocar refluxo de bactérias da pele para o canal vaginal e útero, já que o colo fica entreaberto durante o fluxo menstrual”, alerta a dra. Fernanda.

Água só do lado de fora, na vulva e nos lábios – o corpo se encarrega de limpar lá dentro, combinado?

Não dar atenção correta ao coletor

Se você usa o coletor menstrual, cuidado redobrado. A cada troca, lave com sabão de pH neutro e água em abundância.

E sempre que for manipular o copinho, lave as mãos com água e sabão: “Seja antes de colocá-lo ou na hora de retirá-lo, para evitar contaminações”, aponta a dra. Patrícia.

Outro cuidado fundamental é esterilizar o coletor no início e no fim do período menstrual. Escolha um recipiente exclusivo onde vá fervê-lo todas as vezes, seque-o muito bem e guarde em local fechado para evitar contaminação.

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