Como cuidar bem do seu coração para evitar o infarto

As mulheres estão infartando mais, sobretudo na meia-idade. Saiba o que fazer para cuidar bem do coração e sair definitivamente do grupo de risco de infarto

Fique de olho em sinais como dor no peito, coração falhando, tontura, palpitações, tosse frequente e falta de ar
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Como anda a saúde do seu coração? Se você não sabe responder, abra o olho. Não é porque trabalha quietinho que ele deve ser esquecido! Pelo contrário. Alguns males que o afetam podem ser fatais. “As mulheres se preocupam muito com outras doenças e se esquecem dos problemas cardíacos. Só que, na meia-idade, eles atacam oito vezes mais a população feminina do que o câncer de mama”, afirma o cardiologista Orlando Otávio de Medeiros. Veja como cuidar bem desse órgão e aumente as chances de viver bem por um longo tempo.

Faça a sua parte

A prevenção depende de você. Tire do cardápio frituras, embutidos, sal, açúcar e gorduras. Exercite-se três vezes por semana, no mínimo. Mantenha o peso ideal e afaste-se do cigarro e de situações estressantes. “Tente viver com mais tranquilidade, vendo o lado positivo da vida”, diz Medeiros.

Fique de olho

Os sinais abaixo merecem atenção, pois indicam problemas cardíacos a caminho: dor no peito, coração falhando, tontura, palpitações, tosse frequente e falta de ar.

Infarto: as mulheres sofrem cada vez mais!

Há 50 anos, morriam de infarto nove homens para uma mulher, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Hoje, são seis do sexo masculino para quatro do feminino. As causas desse aumento são: carga de trabalho elevada (até com dupla jornada!), estresse e responsabilidades em excesso. Então, quanto mais cedo cuidar do seu coração, maior a probabilidade de você se livrar do fantasma da doença.

Menopausa, fase para ficar atenta

Na idade reprodutiva (em geral, dos 12 aos 45 anos), a mulher está mais protegida graças ao estrogênio. Esse hormônio atua no organismo ajudando, por exemplo, a manter elevado o bom colesterol. Quando a menstruação cessa, os níveis de estrogênio despencam e o corpo perde a proteção natural. A saída seria, então, fazer reposição hormonal? Não há consenso. “Existe um estudo em andamento, mostrando que parece haver benefício quando a reposição é feita entre 50 e 58 anos, mas não há resposta definitiva”, diz o cardiologista Orlando de Medeiros. O ideal é conversar com o seu médico e definir o melhor para você.

Vá ao cardiologista após os 30 anos

Não tem saída: quando a menopausa chega, mulheres que nunca fizeram check up do coração precisam procurar um médico. “Hoje, elas infartam cada vez mais cedo por causa de má alimentação, de colesterol elevado e obesidade, entre outros fatores. Por isso, a partir dos 30 anos, a mulher deve procurar um cardiologista para fazer exames preventivos”, recomenda o cardiologista João Vicente da Silveira, de São Paulo. Quem tem familiares com problemas cardíacos ou faz parte do grupo de risco deve procurar ajuda antes disso. A dica também vale para quem vai começar um programa de atividade física.

A gravidez traz riscos

Na gestação, o coração da mãe trabalha com sobrecarga, já que o volume de sangue em circulação aumenta. Por isso, certas grávidas desenvolvem pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial). “A hipertensão ou o diabetes gestacional, o nascimento prematuro ou o baixo peso do bebê mostram uma tendência à doença cardíaca”, afirma Medeiros. Portanto, atenção: ao menor sinal de hipertensão, consulte um cardiologista.
 

Os fatores para as doenças cardíacas são:

Pressão elevada e sem controle (hipertensão)

Colesterol alto

Obesidade

Sedentarismo

Diabetes

Fumo e álcool

Histórico de doença cardíaca na família

Idade (mulheres na menopausa são mais propensas)