Mesmo com o fim do verão, dengue tem aumento de 339,9% em relação a 2018

Ministério da Saúde mostra números preocupantes e reafirma a importância de combater o Aedes aegypti.

O verão acabou, mas a dengue continua sendo foco de muita preocupação no Brasil. O Ministério da Saúde divulgou um dado alarmante: os registros de 2019 (até 13 de abril) mostram um aumento de 339,9% em relação ao mesmo período do ano passado. E o número de mortes provocadas pela doença também cresceu – de 66 no ano passado para 123 neste ano.

A análise do Ministério da Saúde é que, mesmo tendo passado o verão, as chuvas e a temperatura elevada que estamos vendo em grande parte do país contribuem para a reprodução do Aedes aegypti. Além disso, foi notificado que o vírus sofreu modificações e um novo, o sorotipo 2, está circulando e deixando sintomas mais evidentes nos infectados.

Os estados que têm situação mais alarmante (mais de 100 casos por 100 mil habitantes) são Tocantins, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Acre, Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal, Paraná e Mato Grosso.

Já zika e chikungunya mostraram números mais animadores: a zika teve incidência quase igual à do ano passado (3085 casos contra 3001) e a chikungunya caiu (24.120 contra 37.874 do ano passado – uma redução de 36,3%). Ambas sem registros de mortes neste ano.

Os órgãos responsáveis reforçam o apelo à população para evitar criadouros dentro de casa (principal foco de reprodução dos mosquitos), tirando a água represada em vasos, pneus, garrafas, tampando caixas d’água e reservatórios de água.

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