Mitos e verdades sobre o clareamento dental caseiro

Confira a opinião de especialistas sobre receitas caseiras e os principais métodos para clarear os dentes.

O clareamento dental é um tratamento que conquistou muita gente e tem se tornado cada vez mais comum. Dessa forma, receitas caseiras surgiram como alternativas rápidas e baratas para deixar os dentes mais brancos, embora não sejam indicadas por especialistas quando o tema é saúde bucal.

Confira, a seguir, alguns mitos e verdades sobre o assunto!

Receitas caseiras para clarear os dentes realmente funcionam e não são prejudiciais – MITO

“Algumas receitas caseiras até podem remover as manchas dos dentes, mas também desgastam o seu esmalte”, alerta Heloísa Crisóstosmo, dentista da clínica Dental Concept. “Muito se ouve falar que itens como limão, bicarbonato de sódio e casca de laranja têm o poder de clarear os dentes. Porém, o limão e a laranja são ácidos e causam erosão dental, dependendo da frequência com que são usados. O bicarbonato é um sal com característica alcalina que realiza apenas um polimento na superfície. Ou seja, além de não possuírem o desejado efeito clareador, essas receitas ainda podem causar sérios problemas”, coloca Cintia Antunes, consultora da Oral-B (CRO-RJ 28327).

Assim, hoje em dia, os procedimentos recomendados pelos dentistas são feitos com produtos químicos e podem ser realizados pelo especialista, em casa, ou associando as duas técnicas.

“No consultório, a manipulação é feita exclusivamente pelo profissional, que usa produtos com peróxido de hidrogênio, três vezes mais potente que o peróxido de carbamida, utilizado na técnica caseira. Ele também pode aplicar (ou não) luz ou laser. Já no clareamento caseiro, o cirurgião-dentista confecciona um molde personalizado para o paciente e fornece um gel com a concentração ideal do agente clareador para aquele caso” explica Paulo Coelho Andrade, especialista em implantodontia e odontologia estética da Clínica Dr. Paulo Coelho Andrade.

O clareamento dental caseiro é para todos – MITO

Embora o desejo de fazer o tratamento venha do paciente, a opinião de um cirurgião-dentista é imprescindível. “Somente um especialista saberá orientar com segurança se é mesmo preciso e possível fazer o procedimento, qual tipo é o mais indicado e qual grau de branqueamento se pode alcançar”, aponta Paulo. “O clareamento caseiro ou profissional não pode ser realizado em pacientes gestantes, com problemas gengivais, cáries, ou com qualquer outra patologia bucal”, enumera Cintia.

O clareamento caseiro pode trazer vantagens, mas também riscos – VERDADE

O tratamento caseiro recomendado pelos especialistas, com molde e gel clareador, pode ser uma boa opção em alguns casos. “Ele é mais efetivo para pigmentações complexas, a superfície trabalhada é mais homogênea, existe maior facilidade de aplicação por parte do paciente, ele pode ser realizado com mais frequência e, normalmente, é um pouco mais barato que o procedimento feito em consultórios”, lista Paulo.

Entretanto, como qualquer tratamento, ele traz alguns riscos. “Pode ocorrer hipersensibilidade, que deve ser relatada imediatamente ao dentista. O profissional avaliará a necessidade de alterar a concentração do gel clareador, aplicar agentes dessensibilizantes no consultórios, indicar o uso de cremes dentais em casa ou até mesmo suspender o tratamento. Vale destacar também que o procedimento vai exigir cuidados por parte do paciente, já que o produto pode causar queimaduras na gengiva, caso não seja corretamente utilizado”, avisa Cintia.

Fitas clareadoras vendidas em farmácia dão resultado – VERDADE

Uma vez contendo agentes branqueadores, as fitas são capazes de deixar os dentes mais brancos. Porém, mesmo que o produto seja vendido em farmácias, é essencial consultar um dentista para saber se você pode utilizá-lo, combinado?

“Se o paciente tiver algum problema dentário ou bucal, a fita pode piorar a sua condição. Além disso, ela não é feita com o molde da arcada dentária, então, não coloca o gel em contato com os dentes nos lugares exatos”, ressalta Paulo. “O gel presente nas fitas tem menor concentração, para não causar intoxicação. Indicaria o seu uso para manutenção e não para o clareamento em si”, opina Heloísa.

Produtos vendidos no exterior são os melhores para clarear os dentes – MITO

Como as substâncias usadas com essa finalidade têm agentes clareadores, é importante definir qual deles será usado e em qual concentração. “Lá fora, existem produtos com maior concentração de peróxido, o que não é autorizado no Brasil. No entanto, quando esse índice é muito alto, é preciso ter cuidado para não agredir a polpa do dente, o que pode gerar muita sensibilidade e até uma necrose pulpar”, orienta Paulo.

Assim, é essencial que o paciente faça somente os procedimentos indicados pelo especialista consultado. “O gel clareador pode atingir tecidos como a gengiva, o lábio e a língua, causando queimação e até a necrose do local”, conta o profissional. Se isso acontecer, somente um cirurgião-dentista saberá escolher a melhor maneira de tratar o dano.

Alguns alimentos devem ser evitados durante o processo de clareamento – VERDADE

De maneira geral, alimentos muito ácidos ou com corantes devem ser evitados. “Frutas cítricas, que são ácidas, podem gerar desconforto quando os dentes estão mais sensíveis. Além disso, alimentos muito pigmentados, que têm alto teor de corante, devem ser evitados. Entre eles, café, chá preto, chá verde, vinho tinto, refrigerantes, sucos industrializados, açaí, ketchup, tomate e cenoura, por exemplo”, ensina Cintia.

O resultado de um clareamento dental dura para sempre – MITO

“É preciso fazer a manutenção, mas o prazo em que ela deve acontecer depende dos hábitos alimentares de cada um. Após seis meses, um ou dois anos: quem vai avaliar o tempo necessário será o dentista”, diz Cintia.

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