Modelo morre após sessão de quiropraxia

Katie May teve um derrame acidental causado por um especialista da prática.

Em fevereiro deste ano, a morte da modelo da Playboy norte-americana e “rainha do Snapchat”, Katie May, aos 34 anos, pareceu não fazer sentido. Durante uma sessão de fotos, ela teria caído e machucado o pescoço, o que a levou até o hospital para ver a dor. Incessante, Katie decidiu ir à um quiroprata para resolver o problema. Infelizmente, ela faleceu poucos dias depois.

De acordo com o site TMZ, a autópsia realizada pelo legista do condado de Los Angeles revelou que Katie ficou com uma espécie de torção na artéria, cortando o fluxo de sangue para o cérebro. A manobra teria ocorrido durante a visita da modelo ao consultório de quiropraxia, que, acidentalmente, causou a torção fatal.

Para entender como isso foi possível, o médico vascular Carlos Peixoto, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ) explica: “Existem quatro artérias que levam o sangue oxigenado até o cérebro: duas carótidas e duas cervicais. As artérias cervicais saem de um orifício da coluna cervical, na base do pescoço. Movimentos muito bruscos ali, ou a hiperextensão ou hiperflexão prolongada do local, podem provocar a retenção do sangue e, consequentemente, a formação de coágulos (tombos). Esses coágulos, por sua vez, quando o sangue é novamente liberado, podem não ser dissolvidos e irem parar no cérebro, provocando o AVC.”

Além disso, Carlos não contraindica a técnica, apenas recomenda que, no caso de realizar a sessão e ainda sentir dor, procurar um especialista imediatamente. E ele alerta para um hábito bem comum, hoje em dia, que piora a situação: falar ao telefone usando o ombro e a cabeça para segurá-lo, um fator de risco para a compressão das artérias.