Mostrar histórico de vacinas poderá ser obrigatório em escolas e empresas

Ministro da Saúde comenta sobre os projetos que têm como objetivo aumentar as taxas de imunização no Brasil.

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Na última semana, foi anunciado que o Brasil não terá mais o certificado de país livre do sarampo, tudo por causa da queda da vacinação no país. Para reverter esse quadro, o Ministério da Saúde busca implantar uma série de novas medidas que incentivam a vacinação.

O objetivo do governo é deixar as taxas de imunização acima de 95%, aumentando cerca de 15 pontos percentuais. Entre as ações está a organização de um projeto de lei que irá tonar obrigatória a apresentação de carteirinha de vacinação ao matricular uma criança na escola.

A ideia é dar um prazo para a atualização da carteira de vacinação, mas se os pais não o cumprirem, o Conselho Tutelar poderá ser acionado. A matrícula em si não será vetada, mas, como afirmou o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista à Folha de S.Paulo, é importante “lembrar que os não vacinados trazem para dentro da escola um risco coletivo”.

Outra medida que está sendo estudada pelo Ministério é a obrigatoriedade da cobrança, por parte de empresas, do status vacinal de todos os seus funcionários, independentemente da área de trabalho e periculosidade da função. 

“Não é uma coisa restritiva. Os médicos podem solicitar o histórico de vacinas e, se não tiver atualizado, orientar e trabalhar pra isso”, afirma Mandetta. Então, assim como no caso do ingresso em escolas, a norma pretende incentivar a imunização dos brasileiros e não promoverá limitações.