Número de abortos caiu 10% desde a legalização em Portugal

Já faz 10 anos que os portugueses votaram pela descrimininalização do aborto.

Em 2007, os portugueses foram às urnas para decidir se descriminalizavam ou não a chamada IVG, Interrupção Voluntária da Gravidez, até a 10º semana de gestação. A população se mostrou bastante dividida, mas o “sim” acabou vencendo o “não” por 59% a 41%. Até esta mudança na lei, as únicas possibilidades de aborto legal no país deviam envolver perigo de vida para a mãe, estupro e má formação do feto.

Com a decisão, o país se juntou à maioria dos países europeus – que também têm leis permissivas em termos de interrupção da gravidez. Desde então, assim como aconteceu no Uruguai, o país teve uma queda no número de abortos – em Portugal, foram 10% a menos, e praticamente não houve reincidências nem mortes maternas.

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A lei entrou em vigor em 2008, e, logo depois disso, os abortos tiveram um ligeiro aumento no país por conta da crise econômica. Após 2011, porém, os números começam a descer drasticamente, como mostra um gráfico feito pelo portal português Sapo.

70,8% das IVGs são realizadas com a ajuda de medicamentos específicos, sem a necessidade de qualquer intervenção cirúrgica – e 95,7% das mulheres que abortaram passaram a usar algum método contraceptivo depois. O procedimento é disponibilizado pela rede pública de sáude do país.

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