Parkinson não atinge apenas a terceira idade! Saiba tudo sobre a doença

Neste Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, veja o que mais você não sabe sobre o distúrbio que atinge mais de 200 mil brasileiros.

É bastante comum relacionar a doença de Parkinson a problemas da velhice, mas não é bem assim! Essa doença pode vir bem mais cedo do que você imagina.

Um dos casos mais populares de Parkinson na juventude é o do ator Michael J. Fox, o protagonista da trilogia De Volta Para o Futuro, que foi diagnosticado com apenas 29 anos de idade. Ele, desde então, tem sido um dos grandes responsáveis pelo financiamento de pesquisas sobre a doença.

É para desbancar essa e várias outras concepções erradas que existe o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, celebrado nesta quinta-feira (11). 

O que é a doença de Parkinson?

Todo mundo já ouviu falar da doença de Parkinson, mas pouca gente sabe o que ela é exatamente.  A descoberta do problema aconteceu em 1817, quando o médico James Parkinson analisou alguns casos de tremedeira constante de seus pacientes.

Anos depois, mais estudos foram realizados e médicos chegaram à conclusão de que os tremores fazem parte de “um distúrbio neurológico que ocorre em razão à degeneração de neurônios vinculados a funções musculares e motoras”, como conta o Dr. Claudio Côrrea, neurocirurgião e coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho.

A parte do cérebro afetada é a produtora da substância controladora dos movimentos do corpo, a dopamina, que tem sua produção reduzida. “Quando a quantidade do hormônio diminui, começam a aparecer os sintomas da doença de Parkinson”, completa o neurologista Saulo Nader.

    Causas

    Infelizmente ainda não se sabe com certeza o que causa o Parkinson, mas há algumas teorias. Grande parte dos cientistas acredita que o problema degenerativo esteja relacionado a fatores genéticos e ambientais, uma vez que, ao longo da vida, podemos entrar em contato com diversas toxinas bastante prejudiciais à nossa saúde.

    Por que a doença é mais comum em idosos?

    Para o Dr. Claudio, isso pode se dar devido ao processo degenerativo que é comum em todo o organismo a partir da terceira idade. Então esse distúrbio neurológico aceleraria e ampliaria os efeitos naturais do envelhecimento

    Como o Parkinson pode afetar a sua vida?

    O sintoma mais conhecido são os tremores, mas a doença pode apresenta vários outros efeitos no corpo. Normalmente, há ocorrência de rigidez muscular nos braços e pernas, alterações e dificuldade na fala, que vêm com uma queda de potência vocal, dificuldade de engolir, problemas de equilíbrio e coordenação motora.

    Quais são as chances de desenvolver Parkinson?

    Isso é bem difícil de saber. O ideal é ficar atenta ao histórico médico de seus parentes próximos e prestar bastante atenção nos sintomas.

    Tem como prevenir?

    Não existe uma receita exata do que fazer para prevenir. Mas há algumas pequenas coisas a fazer no seu dia-a-dia que podem te deixar menos vulnerável!

    O Dr. Saulo recomenda praticar atividades físicas regularmente, para aumentar a oxigenação cerebral e facilitar a renovação dos neurônio, ingerir alimentos antioxidantes, que colaboram para o equilíbrio do organismo, e realizar atividades estimulantes para o cérebro, como estudar outra língua, ler com frequência e desafiar o cérebro com tarefas que parecem difíceis.

    Tudo isso tornará as funções neurológicas mais resistentes aos processos degenerativos.

    Diagnóstico

    Em primeiro lugar, é importante que você esteja alerta para qualquer mudança, além de estar com suas consultas em dia. Se suspeitar que há algo de errado, procure atendimento médico o mais rápido possível!

    O diagnóstico mais comum é o chamado diagnóstico clínico, feito através das queixas do pacientes e exames feitos pelo médico neurologista. Mas esse processo pode demorar um pouco. É provável que haja a necessidade de passar por alguns outros exames que irão descartar outras possíveis causas.

    Tratamento

    “Como a doença apresenta um conjunto de sintomas, seu tratamento precisa ser multidisciplinar, reunindo diversos especialistas conectados com o médico de base”, conta o neurocirurgião do Hospital 9 de julho.

    Dessa maneira, o paciente, além de tomar doses do medicamento à base de dopamina, deverá participar de sessões de fisiatria e a fisioterapia, que atuam na manutenção de sua mobilidade.

    A fonoaudiologia será essencial para cuidar das funções da fala e deglutição/alimentação. “Já as áreas de psiquiatria e psicologia funcionam como suporte emocional para quadros de depressão, presentes em aproximadamente 30% dos pacientes, contribuindo para um isolamento social”. 

    Se esses métodos não apresentarem bons resultados, é recomendada a realização de um procedimento cirúrgico, a Estimulação Cerebral Profunda, na qual eletrodos são implantados na região cerebral afetada pela doença e estimulados por geradores (baterias no mesmo modelo do marca-passo), controlando os tremores e a rigidez muscular.

    Parkinson tem cura?

    Até o momento não foi descoberta nenhuma cura. “O tratamento consegue minimizar muitos dos sintomas, proporcionando qualidade de vida ao paciente, mas não é possível controlar 100% a progressão, e a doença vai crescendo lentamente”, conclui o Dr. Saulo.

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